quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Subindo escadas no Museu Inimá de Paula

A Fundação Inimá de Paula está recebendo a exposição “Uma perna cansada de decifrar estrelas, por isso preciso inventar escadas” de Juçara Costta, pintora mineira e artista plástica que trás em sua obra escadas com pinturas que relembram as artes maias e inscrições auto narrativas.



“Sua obra representa a ruptura das dificuldades encontradas por Juçara Costta para pintar após um trauma na perna que lhe impedira de pintar em pé.” disse Gabriel Fiusa, curador do museu. Inspirada no poema de Miguel Gontijo, artista plático e poeta, que disse em um poema escrito para a pintora “Arte não vale a pena Ju, desce das escadas!” a artista surpreendeu elaborando a sua obra em narrativas do ponto de vista da artista e do que o público pensaria ao olhar suas diversas escadas pintadas com desenhos abstratos e escritas que repetem “Desce da escada Ju!” e “Sobe a escada!”.

A exposição, que também está inaugurando o mezanino como novo espaço expositivo do Museu Inimá de Paula, pode ser visto até o dia 23 de Setembro. O museu fica localizado na Rua da Bahia, 1.201 e a entrada é franca.



Retranca

A pintora e artista plástica Juçara Costta é a herdeira da empresa Vilma Alimentos, filha do presidente da empresa, Domingos Costa, que faleceu no desastre aéreo que matou 8 pessoas, incluindo o irmão, Gabriel Barreira Costa, em Julho deste ao em Juiz de Fora. O bimotor que decolou do Aeroporto a Pampulha caiu no Bairro Aeroporto a 200 metros da pista do aeroporto da Serrinha em Juiz de Fora.



por Izabella Fonseca Costa

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O fim

A pior dor de todas é a do arrependimento. Não importa o quão humilde e sinceras sejam as desculpas, nada mudará o que já foi feito. E então aquilo que mais me fazia sorrir, se transforma em uma lembrança que só te fará chorar.
Eu me sinto um monstro, o pior deles. Ratejei, implorei, abri o peito para mostrar meus sentimentos, mas não adiantou. Então me revoltei e disse que iria lutar, mas dei com uma porta fechada... Já era, tarde demais.
A ficha cai. Acabou. Estou sozinha de novo e tenho que seguir em frente, mas não sei que passo dar. Não tenho forças para levantar, não vejo sentido em continuar, o corpo não responde mais. Eu sei que não vale a pena se destruir em culpa, mas não consigo reagir. Tenho vontade de queimar todas as lembranças, o beijo, o olhar, a voz, o abraço, as brincadeiras, o cheiro, o tempo e o esforço da luta para tentar esquecer o que passou, mas não tem como. Eu tinha tanta esperança que com você seria diferente, e tava sendo.
Talvez seja mais fácil odiar para esquecer. Mas porque te odiaria? Sou eu que me odeio tanto por ter te feito sofrer que dá vontade de enforcar a mim mesma para banir a minha existência cruel, medíocre, egoísta, hipócrita e errante do mundo de vez. Não tem mais graça, tá tudo tão cinza e frio.
Estou entregando tudo, agora seja o que Deus quiser. Hoje é o último dia que eu choro. Parece tão fácil para você seguir em frente, enquanto que eu estou aqui, me escondendo do mundo pelas ruas frias para chorar em paz. Eu não era a garota? Agora eu acho que não passei de mais uma garota qualquer que passou na sua vida e partiu seu coração.
Então chega de lágrimas. Talvez eu não mereça sofrer depois de tudo que foi dito. Se você quer que eu fique bem, eu vou ficar. Se você quer que eu siga em frente, eu vou seguir. Vou tentar esperar, mas espero que se um dia você voltar não seja tarde demais. Vou fazer o possível e o impossível para não me rebelar mais uma vez. Vou prometer para mim mesma que nunca mais vou cometer o mesmo erro. Vou tentar te esquecer.


A&B no more.

sábado, 9 de junho de 2012

Nunca é suficiente


Poderia ser qualquer outra pessoa. Poderia ser qualquer um. Mas é ele.

Estranho porque não consigo entender até hoje como foi chegar ao ponto que chegou o meu coração ao palpitar por ele e meus olhos brilharem no reflexo dos olhos dele. Mas acontece.

Seria fraqueza ou necessidade? Seria magia ou glória? Seria curiosidade ou interesse?
Não sei.

Fiquei forte sozinha depois de uma longa tempestade de altos e baixos emocionais que nem Freud explicaria. Decepções misturadas com depressão, ansiedade, responsabilidades grandes, problemas familiares, profissionais e acadêmicos e, é claro, sempre tenho que frisar que isso para uma menina pisciana de 19 anos é 10 vezes mais complicado do que para qualquer pessoa "normal". Superei com o meu próprio auto-controle e fé. Escondi os pontos fracos para ver o que era mesmo prioridade. Tomei decisões, tracei metas a serem alcançadas e escrevi novos sonhos com a mesma voracidade que eu tinha vontade de acabar de vez com tudo ao meu redor. Rápido, porém calculado. A balança respirava. 

Mas eu sou a Izabella, a mesma Bella de sempre. Não importa o quanto eu tenha sofrido e aprendido, velhas manias sempre ficam. Vulnerabilidade ao romantismo é uma dessas manias. Fantasiar, sonhar, se encantar com facilidade, é um hobby que acaba mostrando um lado meu fraco, bobo, dócil, desprotegido e as máscaras que mantém a imagem de menina forte e equílibrada caem.

Só que dessa vez a diferença é que eu nem esperava. Eu estava no auge do auto-controle e só queria me divertir. Escolhi então ele para se divertir comigo. Pés no chão. Controlei pensamentos e palavras. Controlei a vontade de me entregar. Satirizei para não levar tão a sério assim tão rápido. Em vão. 

Como ficar inerte diante de um sorriso tão cativante, de um jeito tão único e divertido, de um espírito tão alegre e peculiar, de um afago que parecia feito na medida certa para você? Como ficar calada e fria ao ouvir clichês que soavam tão sinceros e de carinhos e olhares tão aconchegantes e encantadores? Era um charme diferente de tudo que eu conhecia. Era enigmático, curioso e ao mesmo tempo fascinante. 

O que tem haver comigo? Às vezes tudo, às vezes nada. Mas quando está comigo, parece que não existe mais nada além dele. Longe de mim, então, a saudade parece que quer me tirar o ar. 

Sou tão boba, ingênua, imatura e despreparada pra tanto. Ao mesmo tempo eu me sinto como uma soldadinha pronta para encarar a batalha cheia de coragem e armada com um coraçãozinho idiota que fica martelando o nome dele para os pensamentos se ocuparem.

Errante, sem saber às vezes o que falar, o que fazer, como fazer ou entender. A minha Lua muda, mas a única reação que eu tenho é deixar levar. Impulsiva, estou sendo tanto eu mesma que acho que é até expor demais. Covarde, recuo em mim mesma martirizando erros e medos de que só seja uma expectativa em vão, uma ilusão, um sonho.

Vou aos poucos digerindo o que se passa, soprando a névoa da dúvida para esclarecer e pôr os pés no chão. Tantos defeitos, mas eu tenho mais. Tantas manias, e quem não tem?! E a tolerância e compreensão que eu nunca aprendi direito a dosar está sendo testada ao limite. Até que ponto posso tolerar coisas nele que eu não sei aceitar e se eu aceitar seria compreensiva por ir contra minhas convicções? Afinal, o que é certo ou errado? Que tabus são esses da sociedade que são mais exigentes que leis? O sistema cria armadilhas para me confundir o tempo todo e esquecer a essência de tudo aquilo ali: A sinceridade do olhar, do silêncio, do toque, do abraço e do beijo. 

Não existe outro no mundo. Em lugar nenhum. Pode dar errado, posso me magoar ou magoá-lo daqui um dia, daqui uma hora, daqui um ano ou daqui cem... Mas não tem mais jeito. A partir do momento em que percebi que não tinha mais controle do meu coração foi quando descobri que não podia controlar pois ele tinha outro dono. Entreguei o coração e emprestei pensamentos. Sonhos já estão fora de controle, talvez por tanto desejar aquilo que se tem tão pouco... Tão pouco tempo. Pode não ser pra sempre, mas que o sempre seja agora enquanto durar. É tão bobo pensar assim, mas se eu pudesse, roubaria ele pra mim, só pra testar se iria enjoar ou não.

Mas não...
Nunca é suficiente. 
A espera sempre vai existir.

"O que é isso que me faz pensar tanto em você que chego a esquecer do mundo? Me ajude a responder!"

Enquanto não encontro respostas, vou ficar aqui, com cada pedacinho do seu eu em mim, esperando pela próxima vez de ter por inteiro comigo...



Várias Uma


Egoísta

Anciosa

Nervosa

Indecisa

Atrapalhada

Curiosa

Romântica

Introspectiva

Maluca

Izabella


     Bella      Iza     Bebela

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sonho?


Então a pequenina finalmente foi conquistada. O seu coração machucado, mutilado, que foi congelado por anos para tentar proteger um pouco de sua estrutura frágil que restara, deixou-se, por fim, descongelar. Recebeu um calor transmitido através de um olhar estático, doce, romântico, misterioso. Exagero pensar que significou muito em tão pouco tempo.

A verdade é que a ficha não caiu. Parece um sonho, parece outra realidade e pudera ela acreditar que aconteceu e está acontecendo de verdade.

Ela pensa, lembra, viaja, imagina e suspira. É tão forte que chega a ficar ofegante, perde o fôlego. Se diverte no turbilhão de sensações. Sensações que há tanto tempo não sentia, que além de emocional se torna físico. Sorri, arrepia, sente calafrios, a adrenalina acelera os batimentos do seu coração que começa a curar as feridas do passado. A pequena se ilude nela mesma. Cala-se e retrai-se. A presença daquele olhar lhe inspira liberdade. Uma liberdade boba, transparente, leve como se ela tivesse asas ao seu lado. Seu toque transmite uma segurança capaz de fazê-la ir a qualquer lugar com ele. 

Sonha.

Belisca. 

Acorda e vê que é real.

E continua voando, não quer descer, não quer ver o final. 
É mágico. Não é inédito, mas é novo e peculiar. É curioso e forte. É bom e é viciante.

Como podem os beijos se encaixarem tão perfeitamente? Como podem os olhos serem tão iguais? Como pode o tempo nunca ser suficiente e a saudade sufocar tanto? 

Ela não quer pensar, só sentir. Deixar-se passiva quanto ao momento e não deixar a ficha cair. Ela foi domada, encantada, não liga mais. Doi tanto lutar contra uma entrega quase espontânea que é melhor se entregar.

Se entrega. Decide reaprender a sentir. Decide gostar de alguém. Mas não se trata de decisões, é sentimento. E por mais que ela tente fugir, desacelerar, ir com calma, é só estar com ele que o tempo voa, sua mente fica preenchida por um pequeno nome (Abner).

Ela não consegue deixá-lo ir. Ela não quer se distanciar. Não consegue ficar longe do seu corpo, sente falta do seu cheiro, está viciada nos seus beijos e precisa sentir o calor do seu abraço. O desejo transparece no brilho do olhar.

Viciada, entregue e apaixonada, a pequena introspectiva que quer manter sempre o controle de seus pensamentos, perdeu o controle do seu coração. Sua única defesa é lhe escrever em terceira pessoa, como se apenas observasse de longe, como se não fosse comigo, como se fosse um sonho. Um sonho tão bom que eu não quero mais acordar...

De: Izabella
Para: Abner

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ver.




Então a vida não é tão complicada como se imagina?!

Nós complicamos.

O medo que sufoca a mente e intoxica o coração é o pior fel criado pelo ser humano. O futuro é tão misterioso e tão traiçoeiro, que tentar impedir que algo aconteça no próximo dia pode ser tarde demais. Assim como decisões rápidas podem ter sido tomadas sem o apreço necessário. O tempo é inútil. Hoje acelerado, amanhã lento. Sabedoria é tudo que precisamos ter para lidar-mos com ele. 






Tic-tac



Tic-tac



Tic-tac






O que fazer? O coração vai parar? E vou conseguir chegar aonde quero ir? Vou ser aquilo que pretendia?






Quem?
                             O que?
Quando?               
                                              Onde?
Porque?                                       
 Pra que?






 É hora de desacelerar a cabeça. Dar férias aos pensamentos tumultuosos. Posso escorregar e bater a cabeça no meio fio daqui 2 minutos e morrer. Então pra que tanta pressa?

O meu ser é muito mais lindo, mais interessante do que todos esses planos mesquinhos e passageiros. Quero viajar em mim... Decolar no meu inconsciente e navegar entre palavras e sons.
Voar dentro do meu coração.
Encontrar memórias.






Quero me ver.
Me descobrir.





Tomar conciência do ser mortal, único, físico, pensador e bobo que sou.
Quero poder me ver por inteira, nua, aberta, sangrando, cristalina, infinita, mutável, inigualável... e me expor.







O que sou? 

Amar-me-ei, oh! Quero tanto!
No brilho dos meus olhos adentra-me-ei.
Pele, voz, cabelos, lágrimas, que encanto!
Onde foi que de mim mesma me guardei?

Que eu possa aprender a sentir falta de mim. 
Que essa linda viagem nunca tenha fim.







Voo por entre versos descompassados, palavras perdidas no espaço e frustrações amenizadas. 
Onde os meus pés tocam é onde eu gostaria de não estar.

Mas onde então?



Em mim preciso encontrar a fortaleza que torne todo o resto desnecessário para a minha vida e que seja para a minha própria segurança. Quero ser minha própria segurança. Não quero me esquecer. Não posso deixar-me levar nos braços de alguém que não sabe quem sou e quais são as minhas fraquezas. 












Eu estou me conhecendo, tenho estado apaixonada pelos meus detalhes.

Sou fraca.
Sou humana.
Sou complexa. 
Sou dependente.
Quero ser santa, mas não é ser eu.











Admito minhas falhas e prefiro gostar delas assim. 
Com toda coragem dizer que isso sou eu.

Mas não consigo.

Sinto muito falhar tanto, sinto muito não conseguir me satisfazer com tanto e tão pouco.
Sinto muito não sorrir verdadeiramente.
Felicidade é mutável como eu.










É fácil começar falando sobre medos e terminar falando de manias. 
Difícil é manter foco.

Força          
Onisciente    
Capaz de te  
Ocupar         







Então, para ficar ao meu lado é preciso ter sabedoria quanto ao tempo. Despreocupar-se do mundo. Esvaziar os bolsos do passado. Fazer as malas e entrar. Entrar no meu fôlego, no meu sangue quente, no meu corpo vivo, na minha alma. Ler as páginas da minha memória. Assumir-se e me assumir. Me descobrir por si. Ter foco. Focalizar no olhar. Me fazer seu foco...


e ver.



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Abril

Não sei mais qual mês é mais complicado pra mim... 

Abril ou Agosto?

domingo, 22 de abril de 2012

Olhos iguais

Uma série de decisões bobas e um pouco da força do destino me fizeram conhecer uma cara. Compartilhamos ideias, bebidas, trocamos copos e tivemos longas conversas por um bom tempo. Apesar dele ser diferente demais, nos deparamos com muitas coisas parecidas. Sua loucura fez-se seu charme e me prendeu a atenção. Era uma companhia diferente de todas que eu tive anteriormente, era a diversão que eu precisava naquele momento.

Nossos lábios se encontraram. E mais que isso, se encaixaram perfeitamente num beijo inédito, como se ele soubesse exatamente o que eu queria e vice-versa. Um novo vício. Nem o cansaço, o desânimo ou a bipolaridade momentânea foram capazes de nos separar. Aquilo poderia, assim como durou, horas a fio sem sentir. Entre conversas e beijos, nos encontramos. "Onde você esteve todo esse tempo?" Uma pergunta que pulava na minha mente, mas que eu, por medo e precaução abafava com um estado de "modo-automático", mas que foi entonada por ele. 

Senti-me recíprocamente em completude. Encontrara a minha paz de espírito em um sorriso travesso, um olhar desafiador e em um beijo irresistível. A sinceridade dele me desconfortava por sempre desconfiar de todos que tentassem quebrar o meu coração. Seria verdade? Tão diferente e ao mesmo tempo tão igual. Ele é o meu ser hiperativo que mantenho trancafiado dentro de mim há muito tempo pra não ser infantil ou boba demais. Entretanto, ele era simplesmente adorável de ver. Suas travessuras eram como pretexo para eu não me largar dele por motivo algum.

Vimos a noite passar e a chegada do dia abraçados e dependentes do vício de nossos beijos.

Desobediente, bêbado, criança, homem, gato e irresistível. O coração não disparava, mas soltavam-se suspiros de mim. Continuei forte e fria como iceberg para não me deixar iludir por um momento que poderia nem sequer ser real. Mas acontecia e se repetia. O dia inteiro juntos não seria suficiente para matar as nossas carências repentinas de um do outro. Vi seu lado romântico em contrabalanço com a sinceridade e o medo. Conheci seus defeitos e relevei-os. Meu coração não suportou a pressão e se encantou. Meus olhos brilharam e não negaram o contrário do que dizia o meu coração: Estou encantada, mas isso é real? Devo me deixar levar por isso agora? Por ele?

Não me arrependia dos segundos passados ao lado dele sentindo o seu calor. Não me importava mais. O medo de que aquilo se acabasse dava nó na garganta e então optei por me calar. Preferi observá-lo, analisá-lo, tirar tudo que eu poderia aprender sobre ele e me surpreender cada vez mais. Rápido demais, intenso demais.

Quando se aproximou a hora de deixá-lo, parecia que a dúvida da certeza daquele momento pairava sobre nós dois. Ninguém queria se afastar e ao mesmo tempo eu sentia o medo de que não podia me deixar levar pelo encanto e sofrer mais tarde. Ele subiu na sua moto e eu entrei no automóvel. Fiquei olhando-o de longe e tentava pensar mil coisas e não pensava nada, apenas sorria. O carro arrancou e ele ultrapassou, olhou para mim como se dissesse um "Adeus" e foi. Fiquei com o coração na mão, acompanhando sua moto se afastar à minha frente pela estrada. Fechei os olhos e pedi que os anjos pudessem guiá-lo em segurança. 

Adormeci. Sono pesado devido à noite em claro. Quando acordei percebi que todo aquele momento já teria passado. Fora tudo aquilo real? A impressão era de que nada acontecera de verdade. Era um sonho bom. Mas o olhar que me foi lançado da viseira do capacete disse outra coisa. Não sei decifrar, ou pelo menos não me ouso tentar decifrar. Eu consigo ver muito através daqueles olhos iguais aos meus, mas tenho medo de descobrir o que ele diz. E ele é tão espontâneo que diria claramente, assim como fez o tempo todo comigo. 

Espero não estar enganada dessa vez ou precipitada.
Só estou encantada e sonhando, mas toda magia tem um fim ou se torna realidade.

Ele é especial.

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